terça-feira, 14 de abril de 2009

Maioridade Penal


O livro escrito pelo ídolo Tricolor Rogério Ceni e pelo jornalista André Plihal foi lançado no início deste mês pela editora Panda Books.
“Maioridade Penal” conta, em 57 mini capítulos divididos em 200 páginas, fatos que até então eram desconhecidos da grande maioria da torcida são- paulina.
Ceni e Plihal descrevem os bastidores dos 18 anos do goleiro- artilheiro no clube (e também fatos marcantes na seleção brasileira) de uma forma tão fantástica que, temos a impressão que o capitão está sentado ao nosso lado nos contando, detalhadamente, coisas do seu passado.
Histórias emocionantes, comoventes e divertidas contam vários dramas e dificuldades que Rogério viveu no início da carreira. Além de fatos engraçadíssimos que mostram que Ceni é “tão” (ou quase) humano quanto nós.
Fiquei tão contagiado com os relatos que li o livro todo em um dia e meio. Uma história melhor que a outra.
Dentre elas destaco “Mãos ao alto e pés descalços”, “O meu Everest“, “Borbulhas de amor e de agonia”, “Perder não pode ser tão mal” e “ Defendendo e atacando a América”. Entre tantas outras ótimas passagens.
Mas uma passagem, em especial, merece destaque. “O dono do mundo”, último capítulo do livro, conta todos os passos do capitão rumo ao tão sonhado título mundial.
Além dos relatos e da galeria de títulos e conquistas pessoais, pode- se encontrar também imagens de vários momentos da carreira de Ceni e também uma espécie de “encarte” com fotos de todas as camisas usadas por ele desde sua chegada ao Morumbi.
Enfim. “Maioridade Penal” é leitura obrigatória não só para todo são- paulino, como também para quem é admirador de bons livros.
Como o próprio Rogério diz:
“Espero que fique bastante à vontade, como se estivesse abrindo a geladeira de minha casa em vez de um livro... Seja bem- vindo ao meu mundo”

segunda-feira, 30 de março de 2009

São - paulino de verdade

Escrevi esse texto originalmente após a nossa eliminação na Taça Libertadores do ano passado. O encontrei perdido em uma de minhas gavetas, há alguns dias.
Não posto estas palavras com o intuito de "me fazer" maior ou melhor que outros torcedores, mas sim para contar o início desse louco amor por esse São Paulo Futebol Clube.





Me tornei torcedor do São Paulo Futebol Clube no dia 16 de dezembro de 1990. Era domingo, era o dia em que o Tricolor comemorava o seu 55º aniversário.
Seria uma data propícia para se escolher as cores do time que levaria pro resto da vida em meu coração. Seria, porque neste 16 de dezembro de 1990, o São Paulo perdeu a final do campeonato brasileiro para o maior rival.
Contrariando a lógica (pois qualquer garoto de cinco anos escolheria torcer para o time campeão) me apaixonei pelo São Paulo.
Em 1991 essa paixão se consolidou com os títulos Paulista e Brasileiro, e se transformou num amor fanático nos anos seguintes, com as conquistas de mais um Paulista, Recopas, Supercopa, Conmebol, Libertadores e Mundias.
Acostumei- me a ver vencedor o time das três cores que me encantou perdendo.
Após esse glorioso período, perdi as contas de quantas vezes sofri e chorei com os nossos fracassos. Dentre eles, os que mais me marcaram foram as derrotas para o Vélez Sarsfield em 1994 e para o Cruzeiro na trágica final da Copa do Brasil de 2000. Mas em momento algum o abandonei, aprendi que as derrotas, por mais que façam sangrar nosso coração, nos ensinam e nos fazem mais fortes.
O tempo passou, as lágrimas que rolaram pelo meu rosto secaram, as feridas que foram abertas em meu peito cicatrizaram e o São Paulo Futebol Clube voltou a ser o temido e respeitado São Paulo Futebol Clube. O Brasil, a América e o planeta voltaram a se curvar diante do maior do mundo.
Uma derrota, uma eliminação, a perda de um título importante ou mesmo um longo período sem grandes conquistas não abalaram e nunca vão abalar minha paixão incondícional pelo São Paulo FC. Jamais o abandonarei ou deixarei de cantar o quanto o amo, pois é isso que me torna um são- paulino de verdade.

quinta-feira, 26 de março de 2009

A saga de um homem chamado São Paulo

Meu nome é São Paulo Futebol Clube. Trabalho num ramo muito concorrido, mas dizem que sou o melhor do país, um dos melhores da América e consequentemente um dos melhores do mundo. Mas eu tenho uns concorrentes muito estranhos.

Não dá muito pra entender esses caras. Eu tenho uma casa linda. Fica na divisa de um bairro nobre com dois outros bairros. Se você olhar no mapa, vai ver que minha casa fica no bairro nobre. Mas os meus concorrentes, insistem em dizer que minha casa fica nos outros bairros, como se isso fosse tornar minha casa menos imponente. Minha casa é a mais linda do Brasil! Não interessa onde fica. É moderna, bonita, aconchegante e a cada dia invisto mais nela. Dizem que isso desperta a inveja dos outros...Aliás, inveja é uma palavra que tem vários sentidos nessa relação estranha com meus concorrentes.

 Cada um manifesta de um jeito interessante. Um deles diz que tenho inveja deles. Mas, porque vou ter inveja deles, se sou muito maior? A única justificativa que ele usa, é que tem mais clientes que eu. Mas e daí? O que conta mais, quantidade ou qualidade? Eu já fui escolhido melhor do mundo e da América três vezes, eles nenhuma. Uma vez venceram uma competição e se consagraram melhores do mundo. Mas contra outro brasileiro. Chega a ser hilário, né?

Outro dos meus concorrentes tem uma empresa ao lado da minha. Muro com muro sabe? Mas se fosse só um muro que nos separasse, seria bom... pra eles! Um Grand Canyon nos separa. Eles costumam tentar conquistar coisas por fax e email. É estranho isso. Quando eu quero algo, vou atrás, luto pra ser o melhor. Eles não. Mostram documentos, fotos e etc sobre coisas do passado, tentando se mostrar fortes. Acho isso meio patético. Ah, e uma coisa une esses meus dois concorrentes. Sempre que querem se destacar, contam com investimentos ilícitos. Todo mundo sabe que rola lavagem de dinheiro, corrupção, desvio de verbas e etc. Mas ninguém faz nada. Eles são fortes no governo. Sabe como é né?

O terceiro concorrente é o mais engraçado de todos. Ele já é velhinho, mas já foi o melhor do mundo. O problema, é que ele não sabe o significado da palavra "foi" e ainda se acha o melhor. Ele se mantém em cima de conquistas de quase 50 anos atrás. Hoje em dia, as empresas dele não estão lá bem das pernas. O máximo que ele faz agora, é ficar sentado na varanda de casa com uma cadeirinha de balanço, usando suas fraldas geriátricas e contando: "Um dia, fui o melhor do mundo! Tive o melhor funcionário de todos os tempos! Cof! Cof! Cof!" Enfim, o que esperar desse tipo de gente? Eu me preparei por muitos anos pra ser o melhor. Estudei, me estruturei, investi em qualificação profissional e pessoal. Passei muitos anos na pindaíba pra chegar ao topo. Mas meus concorrentes não pensam assim.

Eles querem chegar ao topo sem trabalho, sem sacrifício, usando dinheiro dos outros e usando os amigos que tem na mídia pra convencer as pessoas de que são melhores que eu. Mas eu to tranquilo. Contra fatos não há argumentos. E os fatos mostram: atualmente, sou o melhor da minha área. O pior cego é aquele que não quer ver. E quem não quer ver são eles. Paciência, né!?

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Demorou, mas Muricy escalou o time ideal

Dizer que Muricy é teimoso não é novidade para ninguém. Afirmar que a opinião dele é a que vale e que não se empolga com o que os torcedores pedem, também. Mas enfim ele arriscou um pouco mais na escalação do time, o que todos nós pedíamos há tempos.
Uma equipe leve, com jogadores que dão variações dentro de campo e não deixam o Tricolor dependente só dos cruzamentos, que aconteceram, mas só quando o time não tocou a bola. Afinal de contas, não se pode deixar de lado uma jogada que tem sido importante há um bom tempo.
O meio campo merece maior destaque. Jean mais fixo. Arouca, Jorge Wagner e Hernanes revezando na saída de bola, com o camisa 10 tendo mais liberdade. Quem ganhou com isso foram Borges e Washington, sempre com um ou dois deles próximos para a tabela.
Se Muricy esperava encontrar a equipe certa antes da estréia na Libertadores, isso não aconteceu. Duas partidas depois, mesmo com um pouco de atraso, a formação enfim se mostra eficiente.
Defeitos ainda existem, afinal de contas, foi a primeira vez que os 11 titulares jogaram juntos. Sem muito tempo para treinarem, eles têm de serem mantidos para que o entrosamento cresça. No dia-a-dia, os detalhes serão corrigidos. Washington fez no pivô, André Dias de cabeça e Hernanes em tabela. É a prova de que existiu variação.
Fico na torcida para que Muricy mantenha o esquema de jogo e, no próximo domingo, contra o Santos na Vila, espero que o time possa mostrar um pouco mais do bom futebol apresentado ontem. Sem Borges, suspenso por ter recebido o terceiro cartão amarelo, Dagoberto ganhará nova chance no time titular. Será interessante ver o camisa 25 atuar ao lado de W9 com esse novo esquema. Quem ganha com tudo isso somos nos são-paulinos e claro, Muricy Ramalho, que começa a dar cara ao time que busca reconquistar a América e o Mundo.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Para nós, 2009 começa nessa quarta.

Quarta - feira dia 18 de fevereiro 22 horas, para nós são paulinos, o ano acaba de começar. Começa a 50ª edição da Taça Libertadores da América, essa será nossa 13ª participação, a sexta consecutiva.
Nada é maior para um são- paulino do que a Libertadores. Somos tão obsecados por ela que, deixamos de lado um clássico com nosso maior rival(que time do mundo pouparia 8 jogadores titulares num jogo contra o maior inimigo?), quatro dias antes de nossa estréia no torneio de futebol mais emocionante do mundo.
Algum " leigo" torcedor de outro time pode se perguntar : " Mas por que o São Paulo dá tanta prioridade a essa "tal" Libertadores a ponto de " abandonar" outras competições ?"
A resposta é simples... O reconhecimento internacional que o titulo sul- americano dá ao clube é imenso, além da classificação para o Mundial Interclubes, a premiação dada pela CONMEBOL dá uma bela recheada nos cofres do campeão.

"Mas, e o torcedor ? Por que tanta paixão ?" Pode perguntar o mesmo desavisado.
Essa resposta também é muito simples, e são poucos os torcedores que podem responder essa pergunta com tanta propriedade como o são- paulino. Afinal, entre todos os times brasileiros, só nós temos o orgulho de ter conquistado esse título por 3 vezes.
E amanhã, começaremos a escrever mais uma linda página dessa louca paixão.
Ahhh... Como é lindo ver nosso estádio em noite de Libertadores!
Como é bom sentir aquele friozinho na barriga antes das partidas...
Como é bom olhar nos olhos do nosso capitão e ver naquela face vitoriosa uma expressão de força, de vontade, de VENCEDOR!

Não existe no mundo sintonia tão perfeita quanto São Paulo Futebol Clube e Libertadores da América !

Ela é tão diferente, que de forma inconsciente, acordamos e já pensamos: HOJE É DIA DE LIBERTADORES!

É amanhã. Amanhã os nossos corações se voltam para a nossa grande paixão, para o nosso grande sonho...

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Visão do Clássico e das atuações dos jogadores

Confesso que, a algum tempo não sentia um " friozinho" na barriga antes de um jogo contra o time da marginal sem Nº. Muito dessa ansiedade deve - se a polêmica dos ingressos (a diretoria são paulina está corretissíma, ao meu ponto de vista). Muito se falou sobre esse assunto, nos chamaram de " pequenos", "prepotentes" etc. e etc. Mas a verdade é que nosso grande presidente Juvenal Juvêncio "botou ordem na casa".
O jogo começa, no ínicio muitas faltas e domínio Tricolor. Muricy Ramalho (que mesmo com dores nos rins esteve na banco de reservas) mandou à campo um mistão com apenas três titulares, poupando os outros jogadores para nossa real prioridade, a Libertadores da América.
Arouca, Wagner Diniz, Junior César, Ricky e Dagoberto comandavam as açõs ofensivas do time, impondo velocidade e toques rápidos. Porém, a atuação de André Lima( que substituiu Washington) foi lamentável, pouca movimentação e muita apatia nos 50 e poucos minutos em que ficou em campo.
As entradas de Borges no lugar do estático andré Lima e a entrada Hernanes no lugar de Rodrigo deram um novo gás no time.
Com a expulsão de W. Diniz, Jean foi deslocado para a lateral direita, logo depois,após uma linda triangulação, Dagoberto passou para Borges, que só teve o trabalho de empurrar a bola para as redes ( o primeiro na temporada).
Alguns minutos depois do gol, o jogador do time adversário entra livre na cara de Bosco, e dá um toque por cima do goleiro Tricolor. Gol. (Talvez, se o Rogério estivesse jogando não sofreríamos esse gol. Não culpo o Bosco pela saída, mas o RC se ajoelharia à frente do atacante, impossibilitando - o de fazer o gol).
O jogo termina, o empate não era o resultado esperado por nós são paulinos, mas serviu para o técnico Muricy ver em campo suas peças de reposição . E também para alguns "comemoradores de vitória" entender que o treinador Tricolor não está totalmente errado, como dizem, sobre a escalação dos 11 titulares.

Digo que não está totalmente errado porque é visível que o futebol que o meia Hugo vem apresentando é digno de banco. E que Arouca, se tiver uma boa sequencia de jogos ao lado de Hernanes, vai dar mais qualidade ao nosso meio de campo.
Wagner Diniz é rápido, sua entrada foi interessante, pois dá velocidade ao time, mas não acredito que não será titular na Libertadores. Zé Luís ou Joílson devem jogar nesse setor.

Junior César, assim como WD é muito veloz, tem bom toque de bola mas, Jorge Wagner é títular. Se Muricy optar pela entrada de J. Wagner no lugar de Hugo, JC ajudaria a amenizar a lentidão do meio de campo.

A maior dúvida é no ataque. Borges e W9 ou W9 e Dagoberto. Com a segunda opção, o time fica mais leve, Dagoberto ajuda a fazer a ligação do meio campo com o ataque, mas o camisa 25 deixa a desejar nas finalizações.
Se Borges for o companheiro de Washington, teremos 2 artilheiros de ofício na área, só que pra dupla funcionar os jogadores de meio tem que fazer com que a bola chegue aos homens de frente( o que não está acontecendo até agora).

O " problema" está nas mãos de Muricy. O maior desafio está em quem escalar e qual formação usar. Independente de quem estará em campo, eu confio nesse time e no Muricy.

2009 começa nessa quarta - feira, cabe a nós torcedores apoiar incondícionalmente o nosso time rumo ao Tetra da Libertadores.

OBS : Independente da formação a ser usada, Richarlyson merece continuar como titular, voltou a jogar bem,firme na marcação e com bons passes tem tudo pra voltar a ser aquele Richarlyson de 2007.

VAI SÃO PAULO !!!

Renganeschi, o nosso primeiro “deus da raça”

Quando lembramos de grandes zagueiros que já vestiram o manto sagrado Tricolor, a primeira coisa que nos vem em mente são os nossos “deuses da raça”.

Talvez, o primeiro nome que venha a surgir em nossas memórias seja o do uruguaio Diego Lugano, que em pouco mais de três temporadas como zagueiro do Tricolor, ganhou “simplesmente” um título Paulista, um Brasileiro, uma Libertadores da América e um Mundial Interclubes.
“dios” Lugano, como até hoje é lembrado por nós, era um zagueiro de técnica limitada, mas de uma valentia incomum. Era o coração da equipe Tri campeã do mundo em 2005.

Outro uruguaio que também ostentou a alcunha de “Deus da raça” foi Alfonso Dario Pereyra Bueno, ou simplesmente “dom Dario”.
Contratado em 1977 pra jogar como volante, Dario Pereyra demorou quase um ano para se adaptar, até que o técnico Rubens Minelli resolveu desloca - lo para a posição de quarto – zagueiro, onde se transformou num dos maiores jogadores que já desfilaram pelo Morumbi.
Nos 11 anos em que envergou a camisa Tricolor (de 1977 a 1988) “dom Dario” disputou 402 jogos, marcou 39 gols e conquistou 4 campeonatos Paulistas e 2 títulos nacionais.
Dono da raça característica dos jogadores uruguaios, era senhor absoluto da área. E com a bola dominada, partia para o ataque em arrancadas de tirar a respiração dos torcedores e o sossego dos adversários.
Esses dois, porém não foram os únicos zagueiros estrangeiros a fazer história no SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE.

Voltemos ao longínquo ano de 1944, quando então, apresentava – se ao escréte são paulino o argentino Armando Federico Renganeschi.
Nascido em Buenos Aires, o jogador tinha como principais características a força, a segurança e a raça, mas nem por isso deixava de ser um zagueiro clássico, que dominava a bola como poucos.
Porém, Renganeschi não se consagrou ídolo da torcida apenas por seus atributos, mas também por um jogo em especial, a decisão do campeonato Paulista de 1946. Neste ano, São Paulo e Corinthians disputavam o título rodada a rodada.
Na última rodada, com 3 pontos perdidos, o SPFC enfrentava o Palmeiras (que não tinha mais chances de ser campeão) . O Corinthians, com 4 pontos perdidos, dependia de uma derrota Tricolor ou, pelo menos de um empate, para ir para uma partida extra.
Aí brilha a estrela de Renganeschi. O zagueiro se machuca aos 6 minutos da etapa inicial e, como as substituições não eram permitidas, o argentino é deslocado para a ponta esquerda, somente para “fazer número”.
Aos 38 minutos do segundo tempo, o jogo segue num dramático 0 X 0, até que Bauer faz o cruzamento da direita; a bola alta, tocada pelo destino, toma o rumo do gol; o goleiro Obertan, num salto espetacular para trás, ainda consegue prensar a bola na trave; Obertan cai e a bola fica quicando junto à linha de gol; Renganeschi, manquitolando, se atira contra a bola e manda para as redes. 1 X 0. São Paulo Campeão. Esse seria o único gol de Renganeschi com a camisa do Tricolor.
Em 1948, com a volta do técnico Vicente Feola, chega ao clube outro zagueiro que iria ficar na história: Mauro Ramos de Oliveira.
Depois do primeiro treino do novo zagueiro, Renganeschi,o titular, chega para o treinador e diz : “Acho que devo ir arrumando as minhas malas”. O zagueiro deixava o clube em que foi campeão Paulista em 45, 46 e 48, voltando em 1958 para ser técnico da equipe principal. Faleceu em 12 de outubro de 1983.
Penso eu que, a nossa admiração por zagueiros que, acima de tudo, jogam com a alma, tenha se iniciado graças a esse argentino.

Obrigado Renganeschi, obrigado “deus da raça”.